Dispositivos escondidos em embalagens ajudariam a identificar violações às restrições de exportação.
Mesmo após autorizar parcialmente a venda de alguns chips para a China, o governo dos Estados Unidos mantém estratégias para limitar o acesso de Pequim a tecnologias avançadas. Uma das medidas mais recentes, segundo apurou a Reuters, é o uso de rastreadores ocultos em remessas de semicondutores.
A iniciativa, conduzida por órgãos como o Homeland Security Investigations — braço investigativo do Departamento de Segurança Interna — e com possível participação do FBI, busca identificar empresas ou países que tentem driblar as restrições de exportação. Os dispositivos, instalados de forma discreta nas embalagens, estariam sendo usados para monitorar envios de fabricantes como Dell, Super Micro, Nvidia e AMD.
Nenhum dos órgãos federais norte-americanos comentou oficialmente o assunto. Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores afirmou não ter conhecimento da prática. A Dell declarou que desconhece qualquer ação desse tipo por parte do governo dos EUA, enquanto a Super Micro se limitou a dizer que não revela suas “práticas e políticas de segurança”. Nvidia e AMD não se pronunciaram.