Governo recomenda cautela a cidadãos no exterior e cita risco de manifestações.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança mundial, recomendando que cidadãos norte-americanos no exterior redobrem a atenção. A medida ocorre em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã, que já provocou interrupções em voos e o fechamento temporário do espaço aéreo no Oriente Médio.
O alerta pode ser acessado no site do Departamento de Estado e nas páginas das embaixadas dos EUA em todo o mundo. Segundo o comunicado, “há potencial para manifestações contra cidadãos e interesses americanos no exterior. O Departamento de Estado recomenda que cidadãos norte-americanos em todo o mundo tenham mais cautela”.
Apesar do contexto de tensão, o comunicado não faz menção direta aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos no último sábado (21) contra três instalações nucleares do Irã: Fordow, Natanz e Esfahan.
Aviso de Viagem
O Departamento também recomenda a leitura atenta do Aviso de Viagem, que inclui:
• lista de sites de embaixadas, consulados e escritórios que oferecem serviços consulares;
• dicas para escolher acomodações seguras e acessíveis durante a viagem;
• orientações de saúde, como cobertura de seguro, acesso a atendimento médico e transporte de medicamentos prescritos.
O texto também detalha o que o Departamento de Estado pode ou não fazer durante uma crise internacional para garantir a segurança de seus cidadãos.
Relembre o conflito
A ofensiva teve início no dia 13, quando Israel bombardeou instalações militares iranianas, em protesto contra o programa nuclear do país persa. A situação se agravou no sábado (21), quando o presidente Donald Trump anunciou ataques aéreos dos EUA contra três centros nucleares do Irã.
Em resposta, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou para esta segunda-feira (23) uma reunião de emergência, a fim de discutir as consequências da escalada militar.
Durante a terceira reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, realizada nesse domingo (22), o secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que os bombardeios dos EUA representam “uma mudança perigosa em uma região que já está em crise”.
Com informações da Agência Brasil