O embaixador dos EUA no Japão, George Glass, condenou a publicação com veemência.
Uma publicação polêmica feita pelo cônsul-geral da China em Osaka, Xue Jian, causou forte repercussão diplomática nesta semana. Em um post nas redes sociais, o diplomata comparou Israel ao regime nazista, gerando reações indignadas dos Estados Unidos e de Israel. A mensagem, publicada em japonês no X (antigo Twitter), foi apagada após receber críticas contundentes de autoridades e especialistas.
No conteúdo, Xue exibiu uma lista que equiparava ações de Israel às do governo nazista, incluindo acusações de genocídio, desrespeito ao direito internacional e expansão de territórios ocupados. Segundo o diplomata, o povo judeu, antes vítima do Holocausto, estaria hoje “cometendo genocídio”.
A publicação foi feita em 14 de junho, um dia após o início dos ataques israelenses a alvos militares e nucleares no Irã, sob o argumento de que Teerã estaria acelerando seu programa atômico. A China, embora tenha pedido calma às partes envolvidas, tem reiterado apoio ao direito de autodefesa do Irã e críticas às ações de Israel, especialmente na Faixa de Gaza.
O embaixador dos EUA no Japão, George Glass, condenou a publicação com veemência. “O cônsul demonstrou um nível chocante de antissemitismo, ignorância e vulgaridade”, declarou Glass. Ele ainda ironizou o comportamento do diplomata chinês, chamando-o de “filhote sem treinamento”, em alusão ao termo “diplomacia do guerreiro lobo”, usado para descrever a postura agressiva de alguns representantes chineses nos últimos anos.
O embaixador de Israel no Japão, Gilad Cohen, também criticou duramente Xue Jian: “Sua incitação vergonhosa contra Israel — evocando símbolos nazistas — não é apenas desprezível, é antissemita, perigosa e um insulto à memória do Holocausto”, escreveu em sua conta oficial.