Segundo o governo norte-americano, o objetivo das tarifas é proteger a segurança nacional. O Reino Unido foi a única exceção: mesmo após o novo decreto, continua sujeito à tarifa anterior, de 25%, em razão de um acordo comercial recente com os EUA.
Entraram em vigor ontem (04) as novas tarifas dos Estados Unidos sobre as importações de aço, alumínio e derivados. As cobranças, que antes eram de 25%, agora passam a ser de 50%, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida afeta diretamente o Brasil, um dos principais exportadores desses produtos para o mercado americano.
Segundo o governo norte-americano, o objetivo das tarifas é proteger a segurança nacional. O Reino Unido foi a única exceção: mesmo após o novo decreto, continua sujeito à tarifa anterior, de 25%, em razão de um acordo comercial recente com os EUA.
A decisão confirma o anúncio feito por Trump na última sexta-feira (30). Nas redes sociais, o presidente justificou a medida como forma de "proteger ainda mais a indústria siderúrgica americana" e afirmou que "essa será mais uma grande dose de boas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores do aço e do alumínio. Façamos a América grande novamente."
A ação ocorre em meio a negociações que buscam condições mais vantajosas com os países afetados pelo chamado "tarifaço". Embora as tarifas tenham sido parcialmente suspensas, a previsão é de que sejam retomadas integralmente em 8 de julho, funcionando como uma ferramenta de pressão nas tratativas comerciais conduzidas pelo governo Trump.
As tarifas de 25% sobre aço e alumínio foram implementadas pelos EUA em 12 de março, durante o atual mandato presidencial. Desde então, o impacto foi significativo sobre parceiros comerciais importantes, como Canadá, México e Brasil — este último é, atualmente, o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano.
Para as empresas brasileiras, os efeitos da medida variam. As companhias mais focadas na exportação tendem a sofrer com a redução nas vendas externas e a consequente queda na receita. Já aquelas com maior atuação no mercado interno podem sentir menos o impacto direto, mas terão de lidar com um possível aumento da oferta doméstica — o que pode pressionar os preços e reduzir as margens de lucro.