Pesquisa mapeou ingestão desses alimentos nos 5.570 municípios e apontou desigualdades entre estados.
Apesar das recomendações médicas para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, grande parte da população brasileira ainda mantém esses produtos no dia a dia. É o que mostra um estudo publicado na Revista de Saúde Pública, que analisou a dieta dos brasileiros em todos os 5.570 municípios do país.
Ricos em calorias e pobres em nutrientes, os ultraprocessados estão associados a maior risco de obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. O levantamento avaliou a proporção de calorias provenientes desses produtos em relação ao total da dieta, evidenciando que, em muitas regiões, eles representam parcela significativa da alimentação.
A pesquisa também identificou fortes disparidades entre os estados brasileiros no consumo de ultraprocessados, refletindo diferenças culturais, econômicas e de acesso a alimentos frescos.
Os autores reforçam que a redução do consumo desses itens é essencial para melhorar a qualidade da alimentação no país e prevenir doenças crônicas relacionadas à má nutrição.