Meio Ambiente

Estudo aponta que fumaça de incêndios florestais pode ser até 93% mais letal do que se estimava

Pesquisa europeia mostra que partículas finas liberadas pelo fogo são mais nocivas à saúde do que outros tipos de poluentes.

18 de Agosto de 2025
Foto: Reprodução

As partículas finas liberadas pela fumaça de incêndios florestais podem provocar mais danos à saúde do que poluentes não relacionados ao fogo, segundo um estudo conduzido pelo Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal). Os resultados foram publicados na revista The Lancet Planetary Health e indicam que a mortalidade associada à fumaça pode estar sendo subestimada em até 93%.

De acordo com Anna Alari, primeira autora da pesquisa, o avanço das mudanças climáticas tem papel central no aumento da frequência e da intensidade dos incêndios. “As alterações climáticas criam condições propícias para a propagação do fogo e ampliam os dias com risco extremo de incêndio”, explicou.

O estudo analisou dados do projeto EARLY-ADAPT, que reúne registros diários de mortalidade em 654 regiões de 32 países europeus, abrangendo 541 milhões de pessoas. As informações foram cruzadas com estimativas de concentração de partículas finas (PM 2,5), tanto relacionadas a incêndios quanto a outras fontes, no período de 2004 a 2022.

Os pesquisadores utilizaram modelos estatísticos capazes de medir impactos de curto prazo, considerando que os efeitos na saúde podem não aparecer imediatamente após a exposição à fumaça. A análise englobou diferentes causas de mortalidade, reforçando a preocupação de especialistas com os riscos crescentes associados às queimadas em um cenário de aquecimento global.

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