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Estudo aponta que cães e gatos podem conviver bem, desde que socializados na infância

Domesticados há milhares de anos, cães e gatos passaram por mudanças genéticas e comportamentais importantes, moldadas pela convivência com humanos.

05 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

A rivalidade entre cães e gatos é uma crença antiga e amplamente difundida. Por serem os principais animais de estimação em lares ao redor do mundo, mas pertencentes a espécies diferentes, consolidou-se a ideia de que eles não se dão bem naturalmente.

No entanto, um novo estudo sugere que a convivência pode ser harmoniosa, desde que a socialização ocorra nas primeiras fases da vida de ambos. Publicado no artigo “Inter-relação de cães e gatos vivendo sob o mesmo teto”, os pesquisadores Reuven Feuerstein e José Terkel apontam que a aparente dificuldade de interação se deve, principalmente, às diferenças comunicativas e evolutivas entre as espécies.

Domesticados há milhares de anos, cães e gatos passaram por mudanças genéticas e comportamentais importantes, moldadas pela convivência com humanos. Os cães, descendentes dos lobos, rapidamente se associaram aos humanos em troca de alimento e abrigo. Sua alta capacidade de socialização permitiu que, ao longo do tempo, desempenhassem diversas funções: de cão de guarda a detector de bombas e auxiliar na identificação de doenças.

Já os gatos, originários do gato selvagem africano, foram inicialmente domesticados como controladores de pragas em sociedades agrícolas. Por serem caçadores solitários, o processo de domesticação foi mais complexo e menos direcionado à socialização.

Assim como pessoas de diferentes culturas podem se estranhar pela falta de familiaridade com os códigos de comunicação, o mesmo ocorre entre cães e gatos. Embora ambos sejam carnívoros habilidosos na caça, possuem comportamentos sociais muito distintos.

Por exemplo, o ato de abanar o rabo: para o cão, significa felicidade; para o gato, pode indicar medo ou ansiedade. Essa inabilidade de interpretação mútua tende a gerar atritos, reforçando a percepção equivocada de que não podem conviver.

Segundo os autores do estudo, essa barreira pode ser superada com a socialização precoce, permitindo que cães e gatos aprendam a reconhecer e respeitar os sinais comportamentais um do outro, estabelecendo relações amistosas e até mesmo afetuosas. O artigo reforça que não há uma incompatibilidade inata entre as espécies, mas sim um desafio comunicativo que pode ser superado com a convivência desde a juventude.

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