Boletim da Defesa Civil aponta ainda 14 cidades em alerta e 13 em atenção por causa dos efeitos da seca.
Sete municípios do Amazonas estão em situação de emergência devido aos impactos da estiagem no estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, que acompanha as condições dos rios e os reflexos da seca sobre as cidades amazonenses.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, estão classificados em situação de emergência os municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Manacapuru e São Paulo de Olivença. A classificação indica localidades que já enfrentam impactos mais significativos provocados pelo período de estiagem.
Outras 14 cidades permanecem em situação de alerta: Amaturá, Barcelos, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, Tonantins e Tabatinga. O acompanhamento nessas áreas ocorre diante do avanço dos efeitos da seca e da possibilidade de agravamento das condições.
O boletim também aponta 13 municípios em situação de atenção. A lista reúne Apuí, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Canutama, Humaitá, Manicoré, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Parintins, São Sebastião do Uatumã, Tapauá e Urucará. Outros 28 municípios amazonenses continuam classificados em situação de normalidade.
Como parte das medidas de enfrentamento aos eventos hidrológicos, a Defesa Civil informou que já encaminhou, ao longo de 2026, 152 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 24 municípios. A iniciativa busca garantir acesso à água potável, principalmente para comunidades ribeirinhas e populações que enfrentam dificuldades de abastecimento durante períodos de cheia e estiagem.
Além dos equipamentos de purificação, foram distribuídas 92 caixas-d’água com capacidade para 500 litros cada. Os reservatórios reforçam a estrutura de armazenamento de água nas comunidades atendidas e integram as medidas adotadas para reduzir os impactos provocados pelas alterações nos níveis dos rios.
Na área de assistência humanitária, o Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil, já enviou 33 mil cestas básicas aos municípios em 2026. O volume corresponde a aproximadamente 759 toneladas de ajuda destinadas ao atendimento de famílias afetadas por eventos hidrológicos em diferentes regiões do estado.
Entre os municípios contemplados com purificadores estão Amaturá, Apuí, Autazes, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Maraã, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã, Tonantins, Urucará e Urucurituba. Segundo o Governo do Amazonas, as ações fazem parte do trabalho permanente de prevenção, preparação e resposta aos eventos climáticos e ambientais, com foco no apoio aos municípios e às comunidades mais vulneráveis.