Fenômeno ligado à poluição acende alerta ambiental e oferece risco à saúde.
Uma densa camada de espuma tóxica voltou a cobrir o Rio Tietê, em Salto, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (14). O fenômeno, provocado pela poluição acumulada no rio e agravado por fatores climáticos, colocou a prefeitura e órgãos ambientais em alerta.
Imagens aéreas mostraram trechos do rio completamente cobertos pela espuma. O problema ocorre quando resíduos de detergentes e outros produtos químicos, despejados sem tratamento adequado, são agitados pela força da água nas quedas d’água da cidade.
Segundo a Prefeitura de Salto, a situação é recorrente e está relacionada ao lançamento de esgoto sem tratamento em cidades da Grande São Paulo. A administração municipal informou que monitora o avanço da espuma e reforçou que a solução depende da redução da poluição despejada no rio ao longo do percurso.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo informou que o episódio desta semana pode ter sido influenciado pela chuva registrada no último domingo (10), que carregou poluentes acumulados nas margens e em rios menores para o leito principal do Tietê. A Cetesb afirma que mantém ações de fiscalização na região.
Apesar de chamar a atenção de turistas no Complexo Turístico da Cachoeira, a espuma oferece risco à saúde. A Defesa Civil e a prefeitura orientam que moradores e visitantes não se aproximem, já que o contato pode causar irritação na pele e nos olhos.