Ministro diz que defesa integrada seria mais eficiente e não substituiria a Otan.
A Espanha defendeu que a União Europeia (UE) avance na criação de um Exército conjunto como medida de dissuasão, segundo o ministro das Relações Exteriores do país, José Manuel Albares. A declaração foi feita antes de um dia de reuniões do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
De acordo com Albares, a região deve primeiro reunir seus ativos tangíveis para integrar adequadamente o setor de defesa e, depois, mobilizar uma coalizão de países dispostos a participar. Ele reconheceu que a disposição dos cidadãos europeus em se mobilizar militarmente é um “debate legítimo”, mas afirmou que as chances de formar uma massa crítica são maiores em bloco do que em nível nacional.
“Um esforço conjunto seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais separados”, declarou o chanceler.
Os comentários ocorreram antes de uma reunião de emergência entre líderes da UE, marcada para esta quinta-feira (22), em Bruxelas, para coordenar uma resposta conjunta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de comprar ou anexar a Groenlândia. Um porta-voz do conselho confirmou, na noite de ontem, que o encontro será realizado, apesar de Trump ter anunciado nas redes sociais que ele e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, haviam “formado o arcabouço de um acordo”.
Após uma reunião em Nova Delhi com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, Albares reforçou que a proposta não busca substituir a Otan e ressaltou a importância da aliança transatlântica. “Mas precisamos demonstrar que a Europa não é um lugar que se deixará coagir militar ou economicamente”, afirmou.