Nos últimos anos, a geração distribuída ultrapassou a condição de alternativa complementar para se tornar um dos pilares da transição energética brasileira, impulsionando debates sobre flexibilidade do sistema elétrico, segurança energética, abertura do mercado livre para consumidores de menor porte e integração de novas tecnologias.
Chegou ao fim nesta sexta-feira (31) a 31ª edição do Fórum Regional de Geração Distribuída (GD Sul/Sudeste), realizada no Centro de Eventos Positivo, no Parque Barigui, em Curitiba.
Painéis técnicos destacaram o avanço do armazenamento de energia com baterias, o papel do agro nas matrizes fotovoltaicas e a importância da digitalização dos sistemas para garantir a eficiência operacional no setor industrial e comercial.
Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, afirmou que o evento foi focado nas estratégias de superação dos gargalos do mercado, incluindo os desafios de conexão às redes elétricas, o financiamento de novos projetos e a expansão da geração compartilhada.
"O nosso grande objetivo em Curitiba é permitir que especialistas e organizações debatam como transformar passivos ambientais e gargalos urbanos de resíduos em oportunidades sustentáveis reais. Trata-se de discutir soluções práticas para garantir energia limpa e proteger o meio ambiente em que vivemos", disse.
Nos últimos anos, a geração distribuída ultrapassou a condição de alternativa complementar para se tornar um dos pilares da transição energética brasileira, impulsionando debates sobre flexibilidade do sistema elétrico, segurança energética, abertura do mercado livre para consumidores de menor porte e integração de novas tecnologias.
Entre os temas que devem ganhar ainda mais relevância nos próximos anos estão o armazenamento de energia em baterias, os mecanismos de resposta da demanda, a digitalização das redes de distribuição e a criação de um ambiente regulatório capaz de permitir a participação ativa dos recursos energéticos distribuídos na operação do sistema elétrico.
A vice-presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Zilda Costa, falou sobre o novo momento da Associação, que agora se chama Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos, abrangendo mais setores energéticos.
“Agora, a ABGD se chama Associação Brasileira de Recursos Energéticos Distribuídos, que nos dá a possibilidade de abordarmos mais temas dentro desse conceito. Aqui falamos sobre baterias, de containers de baterias de maior potência, de veículos elétricos e outras subsetores que existe dentro dos recursos energéticos.”, afirmou.
A expectativa é que a associação fortaleça sua atuação junto aos órgãos reguladores, ao Congresso Nacional e aos agentes do mercado para contribuir com a construção das políticas públicas necessárias à modernização do setor.
Nesta edição especial, a infraestrutura do evento também sediou a 13ª Feira Reciclação e o 7º Fórum de Energia de Resíduos (Fórum ABREN), promovendo uma convergência inédita entre o setor elétrico, o de saneamento ambiental e o de bioenergia.
Com o encerramento da programação, a organização projetou a consolidação de importantes acordos comerciais e rodadas de negócios impulsionadas nos estandes. A expectativa dos participantes é que as diretrizes traçadas durante o fórum acelerem novos investimentos em matrizes limpas e fortaleçam a competitividade da geração própria de energia ao longo do segundo semestre.