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Eleições em Portugal vão ao 2º turno com Seguro e Ventura na disputa

Socialista lidera com mais de 31%, e candidato do Chega avança com 23,5%.

19 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

Os eleitores portugueses foram às urnas neste domingo (18) para escolher o sucessor do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já exerceu dois mandatos de cinco anos. Com a quase totalidade dos votos apurados, o candidato socialista António José Seguro chegou a mais de 31% dos votos e garantiu o lugar no segundo turno, que será disputado contra André Ventura, do Chega, que conquistou 23,5% dos eleitores.

No final da noite, Seguro quis marcar a independência e prometeu ser “o presidente dos novos tempos”, destacando “a natureza independente” da sua candidatura e convidando “todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas” a votarem nele no segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, para derrotar “o extremismo” e “quem semeia ódio e divisão entre os portugueses”.

“Reafirmo com total clareza: sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como presidente da República”, assegurou. “Esta não é uma candidatura partidária nem nunca será”, disse Seguro, acrescentando que “hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”. O candidato frisou ainda que para ele “não há portugueses bons nem portugueses maus, portugueses de primeira e portugueses de segunda; somos todos Portugal”.

Durante o discurso, o socialista afirmou: “Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte. Jamais”, e reforçou o compromisso ao declarar: “Com a vossa confiança serei o presidente de todos os portugueses, e faço esse juramento diante de vós”. Seguro disse estar pronto “para ser o presidente dos novos tempos” e defendeu a modernização do país, com um Estado que funcione e uma economia mais competitiva, além de empregos qualificados e melhores salários, sem deixar de lado temas como saúde e habitação.

Na visão do candidato, “a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada”. Já André Ventura comemorou ter conseguido “liderar o espaço não socialista” e afirmou que “o país despertou”. “Olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer”, frisou.

Ventura também avaliou que “a direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita”, destacando ainda que, “num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do governo e do montenegrismo”. O líder do Chega disse ter feito uma “campanha sem ofensa”, chamou de “maior honra” da sua vida a classificação ao segundo turno e acusou o Partido Socialista de ser “o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está”.

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