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Eleições em Portugal chegam ao segundo turno neste domingo

António José Seguro e André Ventura disputam a Presidência do país europeu.

08 de Fevereiro de 2026
Foto: Getty Images / Sadeugra

Portugal realiza neste domingo (8) o segundo turno das eleições presidenciais, colocando frente a frente António José Seguro e André Ventura. A disputa ocorre após nenhum dos 11 candidatos alcançar mais de 50% dos votos no primeiro turno, realizado em 18 de janeiro, cenário que evidencia a fragmentação do quadro político português.

Esta será a quinta eleição nacional no país desde 2024 e a primeira vez, em quatro décadas, que uma eleição presidencial é decidida em segundo turno. No primeiro turno, António José Seguro, de 63 anos, obteve mais de 31% dos votos, enquanto André Ventura, de 43 anos, ficou em segundo lugar, com 23,5%. João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, terminou em terceiro, com 16%.

A participação eleitoral foi de 52%, a mais alta registrada em uma eleição presidencial em Portugal nos últimos 15 anos. Pesquisas de opinião indicam vantagem de Seguro também no segundo turno, com projeções que variam entre 50% e 60% dos votos, a depender do comportamento dos eleitores indecisos. Ventura aparece com intenções entre 20% e 30%.

A votação acontece das 8h às 19h no horário local (5h às 16h em Brasília). Após o fechamento das urnas, apenas eleitores que já estiverem nas assembleias de voto poderão concluir a votação.

Em Portugal, o presidente exerce um papel majoritariamente cerimonial, mas possui atribuições relevantes, como dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas em períodos de crise, além de vetar leis aprovadas pelos deputados, veto que pode ser derrubado pelo Legislativo. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, está impedido constitucionalmente de disputar um terceiro mandato consecutivo e convocou eleições antecipadas em 2021, 2023 e 2025.

António José Seguro havia se afastado da política ativa após perder a liderança do Partido Socialista, em 2014, para António Costa. Ele anunciou a candidatura em junho do ano passado e se apresenta como representante de uma esquerda “moderna e moderada”, defendendo a mediação política para evitar novas crises institucionais. A campanha explorou jogos de palavras com o sobrenome do candidato, como “voto seguro” e “futuro seguro”.

Já André Ventura, ex-comentarista esportivo de televisão e advogado, fundou o partido Chega há cerca de sete anos e o transformou na segunda maior força do Parlamento no ano passado, com discurso centrado no combate à corrupção e à imigração. Ventura afirmou que seria um “presidente intervencionista” e defende mudanças na Constituição para ampliar os poderes do cargo.

Seguro conta com o apoio da maioria dos candidatos eliminados no primeiro turno, além de integrantes do gabinete e parlamentares veteranos da aliança governista. O primeiro-ministro Luís Montenegro, no entanto, optou por não declarar apoio a nenhum dos concorrentes na disputa decisiva.

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