Cientistas monitoram possível formação do fenômeno entre 2026 e 2027.
Centros meteorológicos internacionais estão em alerta para a possível formação de um novo El Niño ainda em 2026. Segundo a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, há mais de 80% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno nos próximos meses. O aquecimento anormal do Oceano Pacífico Equatorial pode alterar padrões de chuva, calor, produção agrícola, energia e abastecimento em diferentes regiões, incluindo o Brasil.
O El Niño é um fenômeno climático natural causado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Essa mudança interfere na circulação da atmosfera e pode provocar alterações no regime de chuvas, na temperatura e nos ventos em várias partes do mundo. Apesar das projeções, ainda não há confirmação de que o evento será forte ou muito forte.
A principal incerteza está na intensidade do fenômeno. Alguns modelos europeus indicam aquecimento elevado do Pacífico, mas especialistas afirmam que ainda é cedo para confirmar um cenário extremo. Previsões feitas entre março e maio costumam ser menos precisas, período conhecido como “barreira de previsibilidade”. As projeções devem ganhar mais clareza entre junho e agosto.
No Brasil, o El Niño costuma provocar mudanças no padrão de chuva e temperatura. Entre os possíveis impactos estão períodos prolongados de calor, seca em algumas regiões, excesso de chuva em outras, prejuízos à agricultura e pressão sobre o setor de energia, especialmente pela dependência das hidrelétricas.
Os primeiros efeitos podem aparecer no segundo semestre de 2026, mas os impactos mais fortes são esperados entre o fim de 2026 e o início de 2027. Até lá, boletins da NOAA, do INPE e do Cemaden devem atualizar as projeções sobre a formação e a intensidade do fenômeno.