Educação

Educação impulsiona menor taxa de desemprego já registrada no Brasil

O setor de educação, tanto público quanto privado, foi o principal responsável por impulsionar esse resultado positivo

02 de Agosto de 2025
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Brasil registrou, no segundo trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Segundo dados divulgados na última quinta-feira (31) pelo IBGE, a taxa de desocupação ficou em 5,8%, com 102,3 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já apurado.

O setor de educação, tanto público quanto privado, foi o principal responsável por impulsionar esse resultado positivo. As contratações ocorreram principalmente nas prefeituras, com vagas para professores, inspetores, porteiros e serventes, dentro do grupo de atividades que engloba administração pública, defesa, seguridade social, saúde e serviços sociais.

“Além disso, também as atividades de saúde contribuíram para esse crescimento, mas, de fato, o segmento da educação é bastante relevante nesse processo de recuperação aqui nesse trimestre”, destacou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

Essa expansão tem caráter sazonal, relacionado ao retorno do ano letivo e à recontratação de profissionais após o recesso escolar, especialmente no ensino fundamental.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano, esse grupo de atividades registrou alta de 4,5%, com 807 mil novas vagas. Atualmente, é o segundo maior setor em número de trabalhadores, com 18,9 milhões de ocupados, atrás apenas do setor de comércio e reparação de veículos, com 19,5 milhões.

Variação em outros setores

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os demais grupamentos apresentaram estabilidade ou variações modestas. Veja os destaques:

•  Agricultura, pecuária e pesca: +126 mil vagas (+1,7%)

Indústria geral: +163 mil (+1,2%)

• Construção: –14 mil (–0,2%)

• Comércio e reparação de veículos: +258 mil (+1,3%)

• Transporte e armazenagem: +123 mil (+2,1%)

 Alojamento e alimentação: –55 mil (–1%)

• Informação e serviços profissionais: +223 mil (+1,7%)

• Serviços domésticos: +60 mil (+1,1%)

• Outros serviços: +101 mil (+1,9%)

Atualização da série histórica

A Pnad Contínua divulgada nesta quinta-feira já considera a nova amostra domiciliar baseada no Censo 2022, o que exigiu reponderação dos dados anteriores. Segundo o IBGE, a metodologia é comum e foi adotada sem alterações significativas nos resultados. Em 159 trimestres móveis analisados desde 2012, apenas 25 tiveram variações, todas de até 0,1 ponto percentual.

Desde outubro de 2021, nenhuma alteração foi registrada. O maior índice de desemprego continua sendo o de 14,9%, verificado nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante o auge da pandemia.

 

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