Política

Eduardo admite função em filme sobre Bolsonaro após áudio de Flávio a Vorcaro

Ex-deputado diz que atuou como produtor-executivo para viabilizar projeto, mas nega ter recebido dinheiro.

Por: Portal Amz em Pauta
16 de Maio de 2026
Foto: Jornal Nacional / Reprodução

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro admitiu, na última sexta-feira (15), que assinou documento como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após nova reportagem do Intercept Brasil revelar contrato que apontaria o ex-parlamentar entre os nomes ligados à gestão estratégica e financeira da produção.

Segundo Eduardo, a assinatura ocorreu para ajudar a manter o diretor de Hollywood vinculado ao projeto durante a fase inicial de viabilização do longa. Ele afirmou que deixou a função após o projeto avançar e negou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ou de fundo criado nos Estados Unidos para financiar a produção.

A nova revelação ocorre dois dias após a divulgação de áudios e mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro aparece negociando com Vorcaro recursos para o filme sobre o pai. Segundo o Intercept Brasil, o pedido teria chegado a R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos. Flávio confirmou que buscou financiamento privado para o longa, mas negou irregularidades ou contrapartidas políticas.

De acordo com a Reuters, a repercussão do caso atingiu o mercado financeiro e ampliou a pressão política sobre Flávio Bolsonaro, que passou a ser cobrado por explicações sobre a relação com Vorcaro. O banqueiro está envolvido em investigações relacionadas ao Banco Master, e a divulgação dos áudios reacendeu pedidos de apuração no Congresso Nacional.

A produtora GOUP Entertainment, responsável por “Dark Horse”, negou ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro. A empresa afirmou que o filme é financiado por investidores privados e repudiou associações que, segundo ela, não tenham comprovação documental, financeira ou contratual.

Com a repercussão, parlamentares passaram a pressionar pela instalação de CPIs e CPMIs para investigar o Banco Master e possíveis conexões com agentes políticos. Também houve pedidos judiciais para abertura de apurações, mas as iniciativas ainda dependem de andamento no Congresso e no Supremo Tribunal Federal.

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