Fenômeno será total apenas na Antártida e não visível no Brasil.
Um eclipse solar anular ocorre nesta terça-feira (17), pela manhã no horário de Brasília, marcando mais um fenômeno astronômico de grande interesse científico e visual. Conhecido como “anel de fogo”, o evento acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas não consegue encobrir totalmente o disco solar.
Nesse tipo de eclipse, a Lua está próxima do apogeu, o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra. Por isso, seu diâmetro aparente é menor que o do Sol, permitindo que um anel luminoso permaneça visível ao redor da silhueta lunar.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o efeito é resultado da geometria do alinhamento entre os três corpos celestes. Ele explica que apenas uma faixa muito específica do planeta consegue observar o fenômeno em sua totalidade.
De acordo com as previsões astronômicas, o eclipse será visível de forma total apenas na Antártida. Já regiões do Pacífico Sul, do Oceano Índico e uma pequena faixa próxima à África do Sul poderão acompanhar o fenômeno de maneira parcial.
No Brasil, não haverá visibilidade do eclipse. A sombra projetada pela Lua não alcançará o território nacional, o que impede a observação direta do fenômeno a partir do país.
“A Lua só vai bloquear o Sol da maneira apropriada em um ponto muito específico. Infelizmente, a gente não vai conseguir ver esse eclipse daqui”, explicou Thiago Gonçalves.
Especialistas reforçam que a observação de eclipses solares depende diretamente da localização geográfica. Como a faixa de alinhamento é estreita, apenas determinadas áreas conseguem registrar o evento.
Apesar de não ser visível no Brasil, os amantes da astronomia poderão acompanhar um novo eclipse solar anular previsto para 6 de fevereiro de 2027, que deverá ter possibilidade de observação parcial em diferentes regiões do país.