A combinação de incertezas externas e internas contribui para a aversão ao risco, elevando a cotação do dólar e pressionando os ativos locais.
O dólar opera em alta de 0,28% nesta quarta-feira (9), cotado a R$ 5,4605 por volta das 11h. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4765. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recua 0,73%, aos 138.282 pontos, refletindo cautela dos investidores com o cenário internacional e doméstico.
No centro das atenções está o tarifaço prometido por Donald Trump, que continua pressionando o mercado global. Após notificar líderes de 14 países na segunda-feira (7) sobre novas tarifas entre 25% e 40%, o ex-presidente norte-americano afirmou que novas cartas devem ser enviadas ainda hoje. As medidas fazem parte da estratégia de "tarifas recíprocas", que podem voltar a atingir mais de 180 países a partir de agosto, prorrogando o prazo inicialmente previsto para hoje (9).
A iniciativa vem sendo mal recebida pelos mercados, com receio de que as tarifas encareçam produtos importados, aumentem os custos de produção e, por consequência, pressionem a inflação nos Estados Unidos. Esse cenário pode levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros altos por mais tempo, o que tende a fortalecer o dólar globalmente.
No Brasil, o mercado monitora de perto os desdobramentos da agenda fiscal. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros membros do governo se reúnem com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir temas sensíveis ao equilíbrio fiscal, como o projeto que prevê a reoneração da folha de pagamento.