Economia

Dólar fecha estável em R$ 5,08, enquanto Bolsa recua 1,52%

Mercado foi influenciado pelas novas tarifas dos Estados Unidos e pela queda nos preços do petróleo.

Por: Portal Amz em Pauta
25 de Julho de 2026
Foto: Murad Sezer / Reuters

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (24) praticamente estável, cotado a R$ 5,081, com leve queda de 0,06%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou recuo de 0,58% frente ao real.

O mercado financeiro operou dividido entre a preocupação com as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e as expectativas de uma retomada das negociações entre norte-americanos e iranianos.

Durante o pregão, o dólar abriu negociado a R$ 5,09 e chegou a cair para R$ 5,04 por volta do meio-dia. Ao longo da tarde, porém, a cotação recuperou parte do movimento e terminou próxima da estabilidade.

Os investidores acompanharam a entrada em vigor de tarifas entre 10% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos de aproximadamente 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

O real apresentou desempenho melhor do que outras moedas de países emergentes ao longo da semana. Entre os fatores estão a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e a diferença entre os juros brasileiros e norte-americanos, que continua atraindo investimentos estrangeiros.

Bolsa encerra pregão em queda

No mercado de ações, o Ibovespa caiu 1,52% e terminou o dia aos 174.041 pontos, na mínima do pregão. Apesar do resultado negativo desta sexta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira registrou alta de 0,19% na semana.

A queda foi influenciada principalmente pelo recuo do petróleo. Investidores venderam ações de empresas do setor para garantir os lucros obtidos nos últimos dias.

Papéis de mineradoras também recuaram, acompanhando a desvalorização do minério de ferro. Os grandes bancos foram prejudicados pela redução da entrada de recursos estrangeiros nos mercados emergentes.

Petróleo devolve parte dos ganhos

Os preços do petróleo caíram depois de ultrapassarem US$ 100 por barril na quinta-feira (23), maior valor registrado desde maio.

O barril do tipo Brent, utilizado como referência internacional e para a Petrobras, fechou cotado a US$ 96,78, com queda de 3,88%. Mesmo assim, acumulou valorização próxima de 10% na semana.

O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 3,12% e terminou negociado a US$ 89,31 por barril. Na semana, o avanço foi de aproximadamente 8%.

A queda ocorreu após informações sobre uma articulação diplomática liderada pela China para tentar reabrir as negociações entre Estados Unidos e Irã, com a participação do Paquistão.

Apesar da redução nos preços, o mercado continua atento aos riscos para o fornecimento mundial. Os confrontos no Oriente Médio seguem em andamento, o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido e ataques no Mar Vermelho ainda ameaçam importantes rotas de transporte de energia.

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