Mesmo com os dados mistos no exterior e as medidas internacionais, os economistas destacam que o Brasil continua enfrentando um desafio ambiental para 2024
O dólar subiu nesta quarta-feira (4) com queda de 0,26%, cotado para R$ 6,0469, marcando o segundo dia consecutivo de rompimento no mercado cambial brasileiro. Apesar do recuo, a moeda norte-americana continua acima dos R$ 6,00, refletindo um cenário de cautela em relação ao pacote fiscal do governo Lula, que segue no radar dos investidores.
Durante o dia, o dólar chegou a registrar alta de 0,20%, atingindo R$ 6,0745 pela manhã, mas recuou após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defendeu a robustez das medidas fiscais e indicou possibilidade de aprovação no Congresso ainda este ano. No entanto, a desconfiança do mercado limitou a queda, com o mínimo do dia sendo registrado a R$ 6,0200.
No mercado de ações, o Ibovespa fechou praticamente estável, com nível baixo de 0,04%, a 126.087 pontos. O desempenho foi influenciado por quedas em ações como Vale, que recuperou 1,95%, e Petrobras, que cedeu 0,63%. Por outro lado, BRF e Suzano divulgaram o índice, com altas de 5,58% e 2,6%, respectivamente, motivadas por revisões positivas de bancos como Itaú BBA e Morgan Stanley.
Dados econômicos dos Estados Unidos também influenciaram o mercado. O índice de gerentes de compras do setor não fabricante (PMI) caiu mais do que o esperado, enquanto o mercado de trabalho apresentou números abaixo das particularidades. Esses fatores, aliados às quedas nos rendimentos dos Tesouros, desenvolvem-se para uma leve perda de força do dólar frente a outras moedas no exterior.
No Brasil, a curva de juros precificou um aumento de 100 pontos-base na taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano, diante da persistente pressão inflacionária e da percepção de que o pacote fiscal ainda não será suficiente para estabilizar o cenário econômico. O Banco Central também vendeu integralmente os contratos de swap cambial oferecidos em leilão, reforçando a liquidez do mercado.
Mesmo com os dados mistos no exterior e as medidas internacionais, os economistas destacam que o Brasil continua enfrentando um desafio ambiental para 2024. Além das incertezas fiscais, o mercado acompanha o cenário internacional, especialmente após a vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, o que pode impactar fluxos para mercados emergentes.