Finanças

Dólar cai com expectativa de negociação sobre tarifas de Trump nos EUA

As medidas tarifárias adotadas por Trump são as mais severas em mais de um século, segundo a Fitch Ratings

08 de Abril de 2025
Foto: Divulgação

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (8), refletindo o alívio momentâneo no mercado financeiro após rumores de que os Estados Unidos poderiam negociar as novas tarifas anunciadas recentemente pelo presidente Donald Trump. Às 9h06, a moeda norte-americana recuava 0,55%, cotada a R$ 5,8782.

Na segunda-feira (7), o cenário foi de tensão: o dólar disparou 1,29%, alcançando R$ 5,910, enquanto o índice Ibovespa recuou 1,31%, fechando a 125.588 pontos. O mercado reagiu fortemente ao anúncio do tarifaço promovido por Trump, que impôs encargos adicionais às importações de 186 países.

A especulação de uma possível suspensão temporária de 90 dias das tarifas – com exceção da China – animou brevemente os investidores. Os principais índices dos EUA chegaram a disparar: o Nasdaq Composite subiu 8% e o S&P500, 6%. Porém, a Casa Branca logo desmentiu a informação, classificando-a como "fake news".

Apesar do desmentido, o mercado continuou operando com alta volatilidade. No fechamento, os índices S&P500 e Dow Jones registraram queda de 0,23% e 0,91%, respectivamente, enquanto o Nasdaq teve leve alta de 0,10%.

As medidas tarifárias adotadas por Trump são as mais severas em mais de um século, segundo a Fitch Ratings. Além da tarifa-base de 10%, há taxas adicionais para países como China (34%), União Europeia (20%), Japão (24%) e Brasil (10%).

A China anunciou retaliações que entram em vigor nesta quinta-feira (10), consolidando a guerra comercial. A escalada já causou perdas de quase US$ 6 trilhões no valor de mercado das empresas listadas em Wall Street apenas na última semana.

Economistas alertam para os riscos de recessão global. O banco JPMorgan elevou a probabilidade de uma recessão nos EUA de 40% para 60% em apenas sete dias, com impacto direto na inflação e na desaceleração econômica.

Outros países também se manifestaram. O Canadá anunciou medidas de resposta, o Japão classificou a situação como “crise nacional”, e a União Europeia discute um pacote de retaliações. A expectativa é de novos embates comerciais nos próximos dias.

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