Moeda recua após reviravolta no tarifaço nos EUA; mercado acompanha inflação e juros no Brasil e no exterior
O dólar fechou em queda de 0,14% nesta segunda-feira (23), cotado a R$ 5,1685, o menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando encerrou a R$ 5,1534. Já o Ibovespa operava em desvalorização na última hora do pregão, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo.
Nos Estados Unidos, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump manteve os mercados em alerta. Apesar de a medida ter anulado as tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), Trump anunciou no sábado uma nova alíquota global de 15%, que também deve atingir produtos brasileiros, ampliando a incerteza comercial.
No cenário doméstico, os economistas reduziram pela sétima vez consecutiva a projeção de inflação para 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, a estimativa passou de 3,95% para 3,91%. A previsão para a taxa básica de juros ao fim de 2026 também recuou, de 12,25% para 12,13% ao ano.
A agenda econômica da semana inclui ainda a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, além de novos dados sobre emprego no Brasil. No exterior, os investidores acompanham o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos e decisões de juros pelo banco central da China.