Os investidores monitoram os efeitos do megapacote de cortes de impostos nos EUA, aprovado na véspera pelo Congresso norte-americano.
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (4) em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,4169 por volta das 9h05. A bolsa brasileira (Ibovespa) começa o dia às 10h, após ter encerrado a véspera em alta histórica, aos 140.928 pontos — novo recorde nominal.
Na quinta-feira (3), o dólar fechou a R$ 5,4049, no menor patamar desde 11 de junho deste ano.
Fatores que influenciam o mercado
Os investidores monitoram os efeitos do megapacote de cortes de impostos nos EUA, aprovado na véspera pelo Congresso norte-americano. A medida, proposta pelo presidente Donald Trump, prevê ampla redução de tributos, aumento de gastos públicos e pode gerar um impacto fiscal estimado em US$ 3,3 trilhões na próxima década.
A elevação da dívida pública norte-americana levanta dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal do país, ampliando a aversão ao risco por parte do mercado.
Outro ponto de atenção é o possível retorno das tarifas de importação. Trump declarou que os EUA começarão nesta sexta a enviar cartas com novas tarifas a diversos países, medida que pode impactar os custos de produção, elevar preços ao consumidor e pressionar a inflação global.
Com isso, há expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros altos por mais tempo, o que influencia diretamente os fluxos de capital para países emergentes, como o Brasil. Além disso, o feriado de 4 de julho (Dia da Independência dos EUA) reduz a liquidez dos mercados globais nesta sexta-feira.
Cenário nacional
No Brasil, segue em pauta a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o governo recorrerá ao STF para manter a medida e negou qualquer atrito com os parlamentares.