Ex-jogador deve cerca de R$ 2 milhões e teve bens indicados para penhora.
O ex-jogador e ex-comentarista esportivo Edilson Capetinha, um dos participantes confinados no BBB26, pode ficar sem o cachê pago pela TV Globo por sua participação no reality show. O motivo é uma dívida milionária de pensão alimentícia, relacionada aos filhos do ex-atleta, que já motivou decisões judiciais e medidas de cobrança nos últimos anos.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a dívida atribuída ao ex-jogador da Seleção Brasileira chega a cerca de R$ 2 milhões. A quantia corresponde a valores acumulados ao longo do tempo e envolve o pagamento de pensão alimentícia, tema que voltou ao centro das atenções com a presença de Capetinha no programa.
A defesa do participante se manifestou e reconheceu que ele enfrenta dificuldades financeiras, mas afirmou que não há risco de prisão no momento. Os advogados sustentam que a situação econômica do ex-atleta se agravou após o fim da carreira no futebol, quando teria ocorrido a perda da principal fonte de renda e do patrimônio construído ao longo dos anos.
Ainda segundo os representantes legais, a pensão fixada teria sido estabelecida em patamar incompatível com a realidade financeira do ex-jogador na época. A defesa argumenta que o valor chegava a cerca de dez salários mínimos apenas para um dos filhos, sem margem de flexibilidade ou adequação à condição do pagador naquele período, o que teria inviabilizado o cumprimento regular dos pagamentos.
Apesar da alegação de ausência de risco de prisão atualmente, Edilson Capetinha já enfrentou detenções relacionadas ao não pagamento de pensão. Entre 2013 e 2018, ele chegou a ser preso quatro vezes justamente por descumprimento das obrigações alimentícias, conforme registros divulgados na imprensa.
Em agosto do ano passado, a Justiça da Bahia determinou a penhora de bens do ex-jogador para execução de dívidas referentes ao período de 2013 a 2020. Entre os itens listados na decisão estavam um carro da marca Dodge, avaliado em R$ 600 mil, e uma Mercedes-Benz, com valor de mercado estimado em R$ 900 mil, como forma de garantir o pagamento do débito.
A equipe jurídica também afirmou que, além dos pagamentos aos filhos, o ex-atleta precisava manter a própria subsistência, ajudar a mãe, arcar com despesas básicas como aluguel e tentar honrar dívidas já existentes. Segundo o advogado Sylvio Agusto, Capetinha pediu a revisão da pensão para valores mais próximos de sua condição financeira e, desde então, os pagamentos estariam em dia, atendendo aos interesses da jovem beneficiária, que estaria próxima de atingir a maioridade.