Instituído pela Lei Nº 12.533, dia 16 de março reforça a importância da conscientização sobre os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de ação coletiva.
O Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas foi criado pela Lei Nº 12.533 em 2 de dezembro de 2011, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância de ações que minimizem os impactos das mudanças climáticas. A data também serve como um alerta, especialmente para líderes mundiais, sobre a urgência de políticas eficazes para enfrentar esse desafio global.
Desde a década de 60, o meio ambiente passou a receber atenção crescente devido à sua influência vital na vida humana e no planeta, reforçando a necessidade de uma convivência harmônica entre seres humanos e a natureza para garantir sustentabilidade e prosperidade.
“Dentre os problemas identificados nessas últimas décadas, a poluição atmosférica é um fator essencial. A influência de gases poluentes, vapores de ácidos, poeira, fuligem, fumaça, causam diversos danos que acometem severamente a saúde, não apenas dos seres humanos, como em qualquer organismo vivo presente no ambiente poluído. Porém, as mudanças do clima, recorrentemente associada com excesso de CO2, são relacionadas como um dos maiores problemas atuais do planeta, sendo a força motriz causadora de diversas mudanças nos padrões naturais que observamos.”, explicou Thiago do Vale, coordenador de meteorologia e mudanças climáticas da Apac.
Suzana Montenegro, presidente da Apac, ressaltou que a data não deve ser apenas uma ocasião de celebração e conscientização, mas um marco para a definição de estratégias e mobilização de todos os responsáveis por essa conscientização. “É preciso ser um marco para definição de estratégias, mobilização dos atores responsáveis por essa conscientização e ações de adaptações diante das emergências climáticas, destinadas a todas as esferas da sociedade, englobando também o quesito vulnerabilidade social, como por exemplo o aumento da frequência de chuvas com maior intensidade, alagamentos”, destacou a presidente.
As consequências do aumento das mudanças climáticas afetam diretamente diversos setores da vida humana, desde um simples desconforto térmico frequente até uma emergência humanitária, como os grandes êxodos de áreas semiáridas. No Nordeste Brasileiro, por exemplo, observa-se uma recorrência de chuvas intensas, quebras de recordes de temperaturas e modificações no regime pluviométrico, o que impacta o ciclo hidrológico e a agricultura. Os efeitos adversos das mudanças climáticas têm um impacto profundo nos setores socioeconômicos, com os países de menor recurso sendo os mais afetados, devido à sua limitada capacidade de proteção frente a essas mudanças ambientais.
A conscientização sobre a necessidade de ações locais, onde cada indivíduo pode contribuir para a mitigação dos efeitos climáticos, é um passo fundamental para minimizar e até mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas. Ao celebrar o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas, em 16 de março, devemos lembrar que a soma de pequenas ações pode direcionar o planeta para um futuro mais sustentável.
Com informações da APAC.