Turismo

Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050

Relatório da IATA aponta crescimento global da aviação, com destaque para Ásia-Pacífico e África.

Por: Portal Amz em Pauta
21 de Marco de 2026
Foto: Unsplash

A demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050, segundo o relatório Projeções de Demanda de Longo Prazo, divulgado nesta semana pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). A entidade reúne mais de 360 companhias aéreas, responsáveis por cerca de 85% do tráfego aéreo mundial.

De acordo com o estudo, o volume global de viagens aéreas deve passar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros pagos (RPK), registrados em 2024, para cerca de 20,8 trilhões em 2050, em um cenário intermediário. O indicador é usado pelo setor para medir o tráfego de passageiros e considera o número de passageiros pagantes multiplicado pela distância percorrida.

O relatório trabalha com três cenários de crescimento, com taxas compostas anuais que variam entre 2,9% e 3,3%. Mesmo na projeção mais conservadora, a demanda deve ultrapassar 19,5 trilhões de RPK até 2050. No cenário mais otimista, o volume poderá alcançar 21,9 trilhões.

A IATA destaca que o crescimento da demanda não será uniforme entre as regiões. A previsão é de que Ásia-Pacífico e África registrem os avanços mais rápidos, impulsionados por fatores como crescimento populacional, expansão econômica e maior potencial de conectividade. Já Europa e América do Norte devem apresentar crescimento mais moderado.

Segundo o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, a tendência reforça a importância de políticas públicas voltadas à infraestrutura, ampliação de mercados, harmonização regulatória e transição para energia limpa. “Isso é uma boa notícia para o desenvolvimento econômico e social global, porque o crescimento da aviação catalisará oportunidades, incluindo empregos, em todo o mundo”, afirmou.

O estudo também aponta que a pandemia de Covid-19 provocou uma mudança estrutural na demanda global por aviação. Antes de 2019, o indicador acompanhava de perto o Produto Interno Bruto (PIB) global, ajustado ao custo de vida e ao poder de compra locais. Com o impacto da crise sanitária, foi criada uma lacuna que, segundo a IATA, não deve retornar à tendência anterior até 2050.

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