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Daniel Nascimento, maratonista olímpico, desaparece após deixar casa da mãe em Paraguaçu

Atleta de 27 anos não é visto desde 19 de junho; família busca imagens de câmeras instaladas em rodovia.

Por: Portal Amz em Pauta
28 de Julho de 2026
Foto: Reprodução

O maratonista olímpico Daniel Nascimento, de 27 anos, está desaparecido desde 19 de junho, quando deixou a casa da mãe em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. Recordista brasileiro e sul-americano da maratona, o atleta foi visto pela última vez carregando apenas uma mochila preta.

O desaparecimento ganhou repercussão após a mãe do corredor divulgar um apelo nas redes sociais, solicitando informações que possam ajudar a encontrá-lo. Segundo o relato da família, Daniel enfrentava um quadro de depressão desde que recebeu uma suspensão por doping, em 2025.

No dia em que desapareceu, o atleta estava sozinho na residência. A mãe havia saído para trabalhar e, ao retornar ao imóvel, percebeu que o filho não estava mais no local. Desde então, Daniel não entrou em contato com os familiares e nenhuma informação sobre seu paradeiro foi confirmada.

Um boletim de ocorrência foi registrado nesta segunda-feira (27). Durante o depoimento, a mãe informou à polícia que uma testemunha teria visto o maratonista caminhando às margens de uma rodovia entre os municípios de Paraguaçu Paulista e Assis.

A família busca acesso às imagens das câmeras de segurança instaladas no trecho da rodovia para verificar se o atleta foi registrado pelos equipamentos. Como as gravações ainda não foram liberadas pela concessionária responsável pela via, um advogado foi contratado para acompanhar o caso e formalizar o pedido de acesso ao material.

Conforme consta no boletim de ocorrência, esta não é a primeira vez que Daniel fica sem contato com os familiares. No início deste ano, o corredor também desapareceu e permaneceu incomunicável por alguns dias, até ser localizado no município de Campinas.

Daniel Nascimento alcançou projeção internacional em abril de 2022, ao vencer a Maratona de Seul com o tempo de 2h04min51s. O resultado estabeleceu os recordes brasileiro e sul-americano da prova e, naquele momento, também representou a melhor marca já alcançada por um atleta das Américas.

A carreira do maratonista foi interrompida em 2025, após a Unidade de Integridade do Atletismo anunciar uma suspensão de cinco anos. Exames realizados fora de competição identificaram as substâncias proibidas drostanolona, metenolona e nandrolona. A punição começou a valer retroativamente em 15 de julho de 2024, permitindo o retorno do atleta às competições somente em julho de 2029.

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