Segundo os dados apurados, as despesas financeiras dessas empresas saltaram de R$ 360,8 bilhões em 2022 para R$ 895 bilhões em 2025 — um crescimento de quase 150% em apenas três anos.
O mercado de crédito privado vive um momento de forte expansão no Brasil, impulsionado pelos juros elevados e pela busca dos investidores por retornos acima do CDI. Mas, por trás desse movimento, cresce também um problema silencioso: o custo da dívida está comprometendo a saúde financeira de muitas empresas que emitem esses papéis.
Segundo os dados apurados, as despesas financeiras dessas empresas saltaram de R$ 360,8 bilhões em 2022 para R$ 895 bilhões em 2025 — um crescimento de quase 150% em apenas três anos. No mesmo período, o EBITDA conjunto caiu de R$ 1,83 trilhão para R$ 1,57 trilhão, evidenciando que as companhias estão faturando menos e gastando muito mais para manter suas obrigações financeiras.
“A elevação da taxa básica de juros impulsionou o mercado de crédito privado, mas também aumentou significativamente o peso da dívida nas finanças corporativas”, explica Ferreira. O mesmo cenário que trouxe ganhos expressivos para investidores em renda fixa está, segundo ele, empurrando diversas empresas para uma situação de estresse financeiro.
O levantamento acende um sinal de alerta sobre a sustentabilidade do atual ciclo de endividamento e reforça a necessidade de atenção por parte de investidores e gestores na análise de crédito corporativo.