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Cruz Vermelha suspende atividades na Cidade de Gaza após ofensiva israelense

Organização alerta para condições humanitárias graves e transfere equipes para o sul do enclave.

01 de Outubro de 2025
Foto: Imagem de divulgação, Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha anunciou nesta terça-feira (30) a retirada de suas equipes da Cidade de Gaza devido à intensificação da ofensiva militar israelense. A organização alertou que milhares de pessoas que permanecem na região enfrentam “condições humanitárias terríveis” e carecem urgentemente de ajuda.

Segundo comunicado oficial, a escalada das operações obrigou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a suspender temporariamente as atividades no escritório local. O pessoal foi transferido para o sul da Faixa de Gaza “de modo a assegurar a segurança das equipes e a continuidade das operações”, informou a entidade, citada pela agência France-Presse (AFP).

Apesar da retirada, o CICV afirmou que mantém o compromisso de retornar à cidade “assim que as condições permitirem”. A organização seguirá oferecendo apoio à população e aos hospitais ainda em funcionamento, “sempre que as circunstâncias permitirem”, destacou em nota divulgada pela agência espanhola EFE.

Atualmente, a instituição concentra sua atuação a partir dos escritórios em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, e em Rafah, no sul, onde as instalações permanecem “totalmente operacionais”.

Israel iniciou em 16 de setembro uma ofensiva terrestre contra a Cidade de Gaza, apontada como último reduto do grupo extremista Hamas. A ação militar provocou o deslocamento forçado de mais de 1 milhão de pessoas para o sul do enclave.

Desde então, os ataques se intensificaram, resultando em dezenas de mortes diárias, muitas delas de civis. O conflito já deixou mais de 66 mil palestinos mortos, segundo autoridades locais. A ofensiva é uma retaliação ao ataque do Hamas em outubro de 2023, no sul de Israel, que causou a morte de 1.200 pessoas e fez 251 reféns.

Em meio à escalada da violência, o Hamas informou ainda na terça-feira que analisa o plano de cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos, o qual já recebeu a concordância do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

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