O ato foi motivado pela morte do analista júnior Emanuel da Costa Fernandes, de 26 anos, atropelado por um motorista embriagado durante uma corrida de rua
Corredores e moradores de Manaus se reuniram na manhã deste domingo (4), no bairro Ponta Negra, Zona Oeste da capital, para protestar contra a falta de segurança no trânsito. O ato foi motivado pela morte do analista júnior Emanuel da Costa Fernandes, de 26 anos, atropelado por um motorista embriagado durante uma corrida de rua na última quinta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador.
O acidente ocorreu por volta das 5h15, na Avenida Coronel Teixeira, cerca de 15 minutos após o início da 1ª Corrida Nacional do Sesi. Cinco corredores foram atingidos por um carro que invadiu o trajeto da prova. Emanuel não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois. O estado de saúde das outras vítimas não foi divulgado.
Com balões brancos e cartazes, os manifestantes pediram mais respeito às leis de trânsito e exigiram providências para garantir a segurança de atletas e pedestres nas ruas de Manaus. Amigos e familiares de Emanuel também participaram do ato e fizeram homenagens ao jovem.
Após o protesto, o corpo de Emanuel foi velado em uma funerária no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte da capital. Ele era corredor amador e muito querido pela comunidade esportiva local.
Emanuel da Costa Fernandes (Foto: Arquivo Pessoal)
Segundo a Polícia Militar, os atletas estavam correndo pela faixa da esquerda da via, devidamente isolada com cones, quando o carro, em alta velocidade, invadiu a pista e os atropelou. O motorista, identificado como Aleff Jardeu Oliveira Valente, de 29 anos, foi preso em flagrante e levado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
As vítimas receberam os primeiros socorros ainda no local, com apoio das equipes médicas do Sesi, organizador do evento, e foram encaminhadas a hospitais da cidade. Emanuel foi levado ao Hospital João Lúcio, na Zona Leste, onde teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (2). No sábado (3), a família autorizou o desligamento dos aparelhos.
O teste de alcoolemia realizado em Aleff Valente indicou 0,64 mg/l de álcool no sangue, quase o dobro do limite que caracteriza crime de trânsito, conforme informou o delegado Ivo Martins. "O motorista vai responder por embriaguez ao volante e lesão corporal cinco vezes", explicou.
Após audiência de custódia realizada ainda na sexta-feira, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu manter a prisão do motorista. O caso segue sob investigação e a expectativa da família é que o responsável seja responsabilizado por homicídio doloso.