Economia

Consumo das famílias no Amazonas avança e mantém tendência positiva

Índice chegou a 128,9 pontos em agosto, impulsionado pelo acesso ao crédito e pela perspectiva de consumo das famílias.

Por: Portal Amz em Pauta
22 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução / Banco de dados

A intenção de consumo das famílias amazonenses registrou crescimento de 0,6% em agosto e chegou a 128,9 pontos, conforme levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado marca o segundo avanço mensal consecutivo e mantém o Amazonas acima dos 100 pontos, faixa considerada de satisfação. Em relação a agosto de 2025, o indicador acumula alta de 9,2%.

Entre os fatores que mais contribuíram para o desempenho estão o Acesso ao Crédito, que subiu 6,6%, e a Perspectiva de Consumo, com avanço de 4,6%. Por outro lado, a Renda Atual apresentou queda de 1,4%, enquanto o Momento para Compra de Duráveis recuou 2,8%, refletindo maior cautela na aquisição de produtos de maior valor.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a Perspectiva de Consumo cresceu 0,8%. O resultado interrompeu a retração de 3,5% observada em julho e indica uma melhora na expectativa dos consumidores amazonenses para os próximos meses. No cenário nacional, o comportamento foi diferente: houve redução de 0,2% em agosto, após quatro meses consecutivos de alta.

O desempenho do mercado de trabalho também ajudou a manter a confiança das famílias. O indicador de Emprego Atual aumentou 1,2% no mês e acumula crescimento de 11,8% em um ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam ainda que o Amazonas contabilizou 12.377 novas contratações formais no primeiro semestre, avanço de 2,2%. No país, o crescimento foi de 2%.

Apesar dos números positivos ligados ao emprego, a percepção sobre o futuro profissional apresentou recuo. A Perspectiva Profissional caiu 0,9% em agosto, registrando a segunda redução seguida. Mesmo assim, o indicador permanece 11,4% acima do registrado há um ano. A Renda Atual também continua positiva na comparação anual, com alta de 5%.

Outro ponto de atenção é o consumo de bens duráveis. O indicador que avalia o momento para esse tipo de compra caiu 2,8% e completou o terceiro mês consecutivo de retração. Ainda assim, o resultado permanece 21,3% superior ao observado em agosto de 2025.

O levantamento também mostra comportamentos diferentes conforme a renda das famílias. Entre aquelas que recebem até dez salários mínimos, a intenção de consumo aumentou 9,2% em 12 meses. Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o crescimento foi de 9,6%.

Nas famílias de maior renda, a Perspectiva Profissional avançou 14,5% em um ano, enquanto a Perspectiva de Consumo cresceu 22,2%. Entre os consumidores de menor renda, o principal destaque anual foi o Momento para Compra de Duráveis, que apresentou expansão de 25%.

Na comparação mensal, os dois grupos também registraram crescimento. A intenção de consumo avançou 0,9% entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos e 0,5% entre aquelas que recebem até dez salários mínimos. Nesse último grupo, o Acesso ao Crédito aumentou 7% e a Perspectiva de Consumo subiu 2,8%, enquanto a Renda Atual caiu 1,5% e o Momento para Compra de Duráveis recuou 3,3%.

Os dados mostram que o crédito continua exercendo papel importante na manutenção do consumo entre as famílias de menor renda. Entre elas, a compra de bens duráveis apresentou queda de 3,3% no mês. Já no grupo de maior renda, o mesmo indicador registrou avanço de 1,2%.

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