Para validar o sistema, os pesquisadores compararam as previsões do modelo com mapas reais de atenção humana, assegurando que os resultados simulados correspondessem ao comportamento observado no mundo real.
Um novo estudo realizado pelas universidades de Surrey, no Reino Unido, e de Hamburgo, na Alemanha, representa um avanço significativo no desenvolvimento de robôs sociais: agora, esses sistemas podem ser treinados para interagir com humanos sem a necessidade de supervisão direta.
A pesquisa foi apresentada na Conferência Internacional sobre Robótica e Automação (ICRA), promovida pelo IEEE. Nela, os pesquisadores desenvolveram um modelo de simulação que permite aos robôs prever o foco de atenção de pessoas em ambientes sociais, imitando com precisão o movimento dos olhos.
Esse feito foi alcançado com o uso de um robô humanoide e a aplicação de um modelo de previsão de trajetória visual, testado em dois bancos de dados públicos. Segundo a professora Di Fu, coautora do estudo, a tecnologia possibilita verificar se o robô está “prestando atenção às coisas certas”, mesmo em cenários caóticos e imprevisíveis. Isso abre caminho para aplicações em áreas como educação, saúde e atendimento ao cliente.
Para validar o sistema, os pesquisadores compararam as previsões do modelo com mapas reais de atenção humana, assegurando que os resultados simulados correspondessem ao comportamento observado no mundo real. O método reduz a necessidade de testes com humanos nas fases iniciais, tornando o processo de desenvolvimento mais rápido e escalável.