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Conflito entre Israel e Irã deixa mais de 80 mortos em dois dias

Bombardeios mútuos atingem civis e militares; brasileiros estão refugiados em bunkers.

14 de Junho de 2025
Foto: Jack GUEZ / AFP

A escalada do conflito entre Israel e Irã chegou ao segundo dia neste sábado (14), com um saldo devastador: 78 mortos no Irã e 3 em Israel, além de centenas de feridos. O ataque iraniano, lançado como parte da "Operação Promessa Verdadeira 3", foi uma resposta aos bombardeios israelenses em solo iraniano que mataram altos oficiais militares.

Apesar da maior parte dos mísseis ter sido interceptada, cerca de 100 conseguiram ultrapassar a barreira do sistema antimísseis Domo de Ferro, atingindo cidades como Tel Aviv e Jerusalém. Em território iraniano, 320 pessoas ficaram feridas, enquanto em Israel foram registrados 82 feridos.

A mídia iraniana afirmou que seu Exército derrubou dois caças F-35 israelenses e capturou uma piloto. Em contrapartida, as Forças Armadas de Israel disseram ter bombardeado um aeroporto em Teerã. Com a intensificação dos ataques, o Exército israelense orientou a população a se abrigar e mobilizou reservistas, alegando que o Irã “cruzou a linha vermelha”.

A retaliação do Irã foi anunciada horas depois de o aiatolá Ali Khamenei declarar que “Israel não sairá ileso” e classificar os bombardeios israelenses como “ato de guerra”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu respondeu que os ataques continuarão “pelo tempo que for necessário”.

Uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU terminou sem consenso. Enquanto China e Rússia condenaram as ações de Israel, os EUA reiteraram apoio ao governo israelense. O Irã acusou os EUA de cumplicidade, e Israel justificou suas ações como medidas de preservação nacional.

O governo brasileiro criticou os ataques de Israel, apontando violação da soberania iraniana e alertando sobre os riscos de um conflito regional com efeitos globais.

Enquanto isso, cerca de 50 brasileiros, incluindo prefeitos e autoridades de segurança pública de seis estados e do Distrito Federal, estão refugiados em bunkers na região de Tel Aviv, sem conseguir deixar o país devido ao fechamento do espaço aéreo. Entre eles, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o vereador do Rio de Janeiro, Flávio Vale, relataram a experiência nas redes sociais.

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