A região é estratégica para a produção de petróleo, e o agravamento do conflito fez o preço do barril disparar cerca de 6% no mercado internacional.
Os principais índices das bolsas de valores de Nova York fecharam em queda neste sábado (14), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio, que aumentou a aversão ao risco entre investidores globais.
Na madrugada de sexta-feira (13), horário de Brasília, Israel atacou instalações nucleares no Irã, com o objetivo de frear avanços no suposto desenvolvimento de uma bomba atômica. Horas depois, o Irã retaliou com o lançamento de mais de 100 drones e centenas de mísseis contra alvos israelenses, intensificando o cenário de incerteza.
A região é estratégica para a produção de petróleo, e o agravamento do conflito fez o preço do barril disparar cerca de 6% no mercado internacional.
Esse movimento influenciou diretamente o desempenho das ações nos EUA. Enquanto empresas do setor de energia registraram alta — com Exxon subindo 1,7% e Diamondback Energy ganhando 3,2% —, companhias aéreas sofreram perdas diante da expectativa de custos mais altos com combustível. Delta Air Lines caiu 2,1%, United Airlines recuou 2,6% e American Airlines teve queda de 3,2%.
O setor de defesa foi outro que se destacou positivamente: Lockheed Martin avançou 3,4%, RTX Corporation subiu 3,3% e Northrop Grumman ganhou 3,5%, refletindo o aumento na expectativa por contratos militares.
O ataque israelense ocorreu poucos dias antes da sexta rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, o que amplia as incertezas diplomáticas. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington não participou da ofensiva, classificando-a como uma “ação unilateral” por parte de Israel.
Além da crise geopolítica, investidores acompanham com atenção a próxima reunião de política monetária do Federal Reserve, marcada para a próxima semana, quando o banco central dos EUA deve manter as taxas de juros inalteradas.