Meio Ambiente

Comércio ilegal de axolotes no Brasil expõe riscos ecológicos e configura crime ambiental

Receita Federal apreende exemplares em Manaus e Ibama alerta para os impactos da introdução de espécies exóticas no ecossistema brasileiro.

28 de Abril de 2025
Foto: Divulgação / IBAMA-AM.

O axolote (Ambystoma mexicanum), anfíbio nativo do México, conhecido por sua aparência peculiar e impressionante capacidade de regeneração, conquistou fama mundial após sua inclusão no jogo Minecraft em 2021. No Brasil, entretanto, o comércio dessa espécie configura crime ambiental e representa sério risco para o meio ambiente. 

No dia 26 de março de 2025, três exemplares da espécie foram apreendidos pela Receita Federal em uma agência dos Correios em Manaus. Os animais, dois albinos e um de coloração selvagem, estavam sendo transportados de maneira irregular: acondicionados em sacos plásticos com água, dentro de uma caixa adaptada com dispositivo de oxigenação. Após a apreensão, os axolotes foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, no Amazonas. 

A legislação ambiental brasileira proíbe a comercialização do axolote, uma vez que ele é considerado espécie exótica no país. Quem compra, vende ou mantém animais silvestres sem autorização está sujeito a multas elevadas e até mesmo à pena de detenção. 

Especialistas alertam que a introdução de espécies exóticas no ambiente pode causar sérios desequilíbrios ecológicos, afetando tanto a fauna quanto a flora local. Além disso, o comércio irregular de animais contribui para o fortalecimento de redes de tráfico internacional e para a degradação ambiental. 

A conscientização da população sobre os riscos ambientais e legais envolvidos na posse de animais não nativos é apontada como essencial para combater essa prática. Órgãos como o Ibama seguem trabalhando para impedir a entrada ilegal de espécies estrangeiras, intensificando ações de fiscalização e educação ambiental. 

Casos de venda ilegal de axolotes ou outros animais exóticos devem ser denunciados aos órgãos competentes. A preservação da biodiversidade depende da participação ativa da sociedade. 

O Ibama destacou o caso em sua conta oficial no Instagram (@ibamagov). A publicação pode ser conferida neste link. 

"A vida silvestre está sendo ameaçada por práticas incentivadas na Internet. Precisamos estar atentos, pois muito do que se publica e do que se faz na Internet com a fauna constitui crime punível até mesmo com a detenção", afirma Joel Araújo, Superintendente do IBAMA-AM. 

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