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Colômbia terá eleição presidencial marcada por disputa acirrada

Cerca de 41 milhões de eleitores escolhem o próximo presidente em cenário polarizado entre esquerda e direita.

Por: Portal Amz em Pauta
29 de Maio de 2026
Foto: Reprodução / X / Ivan Cepeda

Cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas no próximo domingo (31) para escolher o próximo presidente da Colômbia para o período de 2026 a 2030. A eleição ocorre em um cenário de disputa acirrada entre esquerda e direita e pode definir os rumos políticos do segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil. Entre os 14 candidatos, três aparecem com mais chances de avançar ao segundo turno, previsto para 21 de junho.

Os principais nomes da disputa, segundo as pesquisas citadas no texto original, são Ivan Cepeda, filósofo de esquerda, defensor dos direitos humanos e aliado do atual presidente Gustavo Petro; Paloma Valência, senadora ligada à direita tradicional e aliada do ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, advogado milionário que se apresenta como outsider e declara admiração por líderes como Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos. Na Colômbia, não há reeleição presidencial, e o voto não é obrigatório.

À frente das pesquisas está Ivan Cepeda, considerado com grandes chances de chegar ao segundo turno. Senador e aliado de Petro, ele é filho do também senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, e viveu no exílio entre 1998 e 2004 por ameaças relacionadas à atuação em defesa dos direitos humanos. Cepeda também participou das negociações dos acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, firmados em 2016, e foi um dos formuladores da política de Paz Total do atual governo.

O pesquisador Matheus Petrelli, do Observatório Político Sul-Americano, ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afirmou que Cepeda tem trajetória própria dentro da esquerda colombiana. “Petro vem da guerrilha M-19, Cepeda tem histórico de legislador. São perfis diferentes dentro da esquerda colombiana. O Cepeda tem história e trajetória próprias, que não são pequenas, uma vez que enfrentou Álvaro Uribe, talvez a principal figura da direita colombiana”, disse o especialista.

A eleição também tem peso geopolítico para a região. Segundo Petrelli, uma vitória do sucessor de Petro indicaria a manutenção da aproximação da Colômbia com o Brasil em pautas ambientais e sociais. Já a eleição de Paloma Valência ou Abelardo de La Espriella poderia representar a retomada de uma relação mais estreita com os Estados Unidos. O resultado, no entanto, segue indefinido, especialmente em um eventual segundo turno, com pesquisas apontando cenários diferentes entre os principais candidatos.

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