Governo prevê eutanásia de 80 animais para conter espécie invasora
O governo da Colômbia anunciou, na segunda-feira (13), um plano para controlar a população de hipopótamos descendentes dos animais levados pelo traficante Pablo Escobar nos anos 1980. A medida inclui a eutanásia de 80 exemplares e ações para reduzir o crescimento da espécie, considerada invasora no país.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a população de hipopótamos já chegava a pelo menos 169 animais em 2022. Sem controle, a projeção é que esse número ultrapasse 500 até 2030 e passe de mil até 2035, concentrados principalmente nas margens do rio Magdalena.
De acordo com a ministra Irene Vélez, o crescimento descontrolado tem causado impactos ambientais, como contaminação da água e ameaça à biodiversidade local, incluindo espécies como o peixe-boi e a tartaruga de rio. Além disso, os animais representam risco à população, especialmente pescadores e moradores da região.
O plano prevê investimento de cerca de 7,2 bilhões de pesos colombianos, equivalente a aproximadamente R$ 10 milhões, para ações de controle. Entre as estratégias estão a transferência dos animais para zoológicos e santuários no exterior e a eutanásia, que deve ocorrer de forma técnica e controlada.
As autoridades enfrentam dificuldades para realocar os hipopótamos, já que nenhum país demonstrou interesse em recebê-los até o momento. Fatores como baixa diversidade genética e alto custo de transporte dificultam o processo.
A decisão, no entanto, gerou críticas. A senadora Andrea Padilla, ativista da causa animal, classificou a medida como cruel e afirmou que os animais são vítimas de falhas do próprio Estado. O governo, por sua vez, defende que a ação segue recomendações científicas e é necessária para proteger o equilíbrio ambiental e a segurança da população.