Saúde

Cirurgia robótica revoluciona o tratamento do câncer de próstata no Brasil

Técnica de alta precisão chega ao SUS e amplia as chances de cura com menor impacto cirúrgico.

11 de Novembro de 2025
Foto: Divulgação

A cirurgia robótica já é uma realidade no tratamento do câncer de próstata no Brasil. O procedimento, conhecido como Prostatectomia Radical Assistida por Robô (PRAR), foi recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e começa a ser implantado em hospitais de referência em todo o país.

A técnica utiliza braços robóticos controlados por cirurgiões, oferecendo visão em 3D e movimentos de alta precisão. Isso permite incisões menores, menor perda de sangue, redução no tempo de internação e recuperação mais rápida. Estudos apontam ainda melhor preservação das funções urinárias e sexuais em comparação às cirurgias abertas ou laparoscópicas convencionais.

Quando realizada em estágios iniciais da doença, a cirurgia robótica pode elevar as chances de cura para até 98%. O avanço, somado ao diagnóstico precoce, representa um marco no cuidado com a saúde masculina e na modernização dos procedimentos oncológicos oferecidos pelo SUS.

Apesar dos benefícios, o desafio agora é a expansão da estrutura hospitalar. O alto custo dos equipamentos e a necessidade de treinamento especializado limitam a disponibilidade da técnica, hoje concentrada em poucos centros do país. O Ministério da Saúde prevê 180 dias para a implantação completa do método nas unidades públicas, com protocolos de segurança e qualidade.

Com a adoção da cirurgia robótica, o Brasil dá um passo importante na oferta de tratamentos menos agressivos e mais eficazes, reforçando o papel da tecnologia na medicina e a importância do diagnóstico precoce para garantir a cura e a qualidade de vida dos pacientes.

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