Inovação promete revolucionar setores como aviação e medicina com mais resistência e menor custo.
Engenheiros australianos desenvolveram uma nova liga de titânio para impressão 3D que pode custar apenas um terço do valor das ligas atualmente utilizadas no setor. Além de mais acessível, a nova formulação se mostra mais resistente e estável, com potencial para impactar áreas como a indústria aeroespacial, a engenharia de precisão e a fabricação de próteses médicas.
Desde que a impressão 3D com metais foi introduzida na década de 1990, pesquisadores vêm tentando tornar a tecnologia economicamente viável. O principal obstáculo tem sido a liga de titânio conhecida como Grau 5 (Ti-6Al-4V), composta de titânio, alumínio e vanádio. Embora amplamente utilizada, ela é cara e apresenta limitações técnicas: quando processada por impressão 3D, tende a formar grãos colunares, o que gera peças com resistência desigual — fortes em uma direção, mas frágeis em outras.
Agora, uma equipe da Universidade RMIT, na Austrália, afirma ter encontrado uma solução. Em artigo publicado na revista Nature Communications, os engenheiros descrevem um método que permite prever e controlar a formação dos grãos durante a impressão. Com base nesse avanço, eles desenvolveram uma nova liga metálica de alto desempenho, especialmente otimizada para impressoras 3D.