Juiz de Fora decreta calamidade pública após volume recorde; Ubá também registra vítimas
As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, deixaram 16 mortos, 45 desaparecidos e cerca de 440 pessoas desabrigadas até esta terça-feira (24). Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas em toda a rede municipal de ensino.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, mais de 40 ocorrências emergenciais foram registradas durante a madrugada, envolvendo soterramentos, deslizamentos de terra, alagamentos e moradores ilhados. Equipes especializadas, com apoio de mais de 20 militares e cães de busca, seguem nas operações de resgate.
Os bairros mais afetados concentram casos de deslizamentos fatais, especialmente em áreas de encosta. No Parque Burnier, 17 pessoas estão desaparecidas, entre elas crianças. Nove moradores foram resgatados com vida. Segundo a prefeitura, há pelo menos 20 ocorrências de soterramento confirmadas.
O Rio Paraibuna e diversos córregos transbordaram, interditando pontes e o mergulhão que liga bairros ao Centro. Árvores caíram e vias ficaram bloqueadas. A prefeita Margarida Salomão informou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os sobreviventes resgatados estão sendo encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro, unidade de referência na cidade.
A Defesa Civil informou que este já é o fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora, com 584 milímetros acumulados, volume equivalente ao dobro da média esperada para o mês. A previsão indica continuidade das chuvas, o que mantém o alerta para novos deslizamentos, especialmente por se tratar de uma região de relevo acidentado.