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China retalia ameaças de Trump e impõe novas tarifas sobre produtos dos EUA

Novas taxações de 10% e 15% começam a valer em 10 de fevereiro após a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas

04 de Fevereiro de 2025
Foto: Reuters/Damir Sagolj/File Photo

A China anunciou nesta terça-feira (4) novas tarifas sobre as importações dos Estados Unidos em resposta às taxações implementadas pelo presidente Donald Trump sobre produtos chineses na última sexta-feira (31). A medida intensifica a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. 

O presidente norte-americano havia imposto uma tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas, em um contexto de tensões comerciais. Em retaliação, o Ministério das Finanças da China declarou que começará a aplicar tarifas de 15% sobre carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL) dos EUA, além de 10% sobre petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis. As novas tarifas entrarão em vigor no dia 10 de fevereiro. 

Além disso, a China anunciou que abrirá uma investigação antitruste contra a Alphabet Inc, dona do Google, e incluirá empresas como PVH Corp, dona de marcas como Calvin Klein, e a biotecnológica Illumina em sua "lista de entidades não confiáveis". 

A decisão da China ocorre após a implementação de novas tarifas pelos Estados Unidos, em um cenário em que o presidente Trump havia alertado que poderia aumentar as tarifas sobre a China se o país não interrompesse o fluxo de fentanil, um opioide mortal. "Espero que a China pare de nos enviar fentanil e, se não o fizerem, as tarifas vão subir substancialmente", disse Trump na segunda-feira. 

Porém, ao contrário de sua postura em relação ao México e ao Canadá, com quem Trump negociou uma pausa nas tarifas, não houve qualquer sinal de alívio nas tensões com a China. De acordo com um porta-voz da Casa Branca, não está prevista uma conversa entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping nesta semana. 

A guerra comercial entre os dois países, iniciada por Trump em 2018 devido ao superávit comercial da China, resultou em tarifas recíprocas sobre centenas de bilhões de dólares em bens, afetando as cadeias globais de suprimentos e a economia mundial. De acordo com a Oxford Economics, a guerra comercial está apenas em seus estágios iniciais, com grandes chances de novas tarifas nos próximos meses. 

Em relação às exportações de petróleo bruto, os EUA representaram apenas 1,7% das importações da China em 2024, no valor de aproximadamente US$ 6 bilhões, o que torna as negociações mais complicadas entre os dois países. Economistas sugerem que, mesmo que haja algum acordo entre as partes, as tarifas podem continuar a ser uma ferramenta recorrente de pressão, gerando volatilidade no mercado global. 

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