A autorização para o procedimento seguiu diretrizes emitidas no dia 12 de março pela Administração Nacional de Segurança da Saúde da China.
A China deu um passo histórico na neurotecnologia ao realizar seu primeiro ensaio clínico em humanos com uma interface cérebro-computador (ICC) de uso invasivo. O paciente, que sofre de tetraplegia, recebeu o implante no último 25 de março, segundo revelou o jornal estatal Global Times.
A cirurgia, de caráter minimamente invasivo, foi conduzida no Hospital Huashan da Universidade Fudan, em Xangai, e coordenada por cientistas do Centro de Excelência em Ciência do Cérebro e Tecnologia da Inteligência (CEBSIT), da Academia Chinesa de Ciências.
Com a iniciativa, a China se torna o segundo país do mundo a testar esse tipo de tecnologia em humanos, atrás apenas dos Estados Unidos, onde empresas como a Neuralink, de Elon Musk, lideram o desenvolvimento de ICCs.
A autorização para o procedimento seguiu diretrizes emitidas no dia 12 de março pela Administração Nacional de Segurança da Saúde da China. As normas, batizadas de “Diretrizes para o Estabelecimento de Itens de Precificação para Serviços Médicos Neurológicos”, visam padronizar o uso da tecnologia e acelerar novos testes clínicos.
De acordo com a emissora estatal CCTV, o dispositivo implantado no cérebro do paciente está operando de forma estável, sem sinais de infecção ou falha nos eletrodos. A equipe médica considera os resultados promissores para futuras aplicações em reabilitação motora e comunicação assistida para pessoas com deficiências graves.
O feito sinaliza um avanço significativo da China na disputa global por tecnologias de interface neural, que prometem revolucionar a medicina, a reabilitação e até o modo como humanos interagem com máquinas.