Ciência e Tecnologia

China lança sonda para coletar amostras de asteroide e amplia ambição espacial

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA) divulgou a primeira imagem captada pela sonda, que já está operando normalmente a mais de 3 milhões de quilômetros da Terra.

09 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

A China acaba de dar um novo passo em sua crescente corrida espacial. No dia 28 de maio, às 14h31 (horário de Brasília), foi lançada a sonda Tianwen-2, a primeira missão chinesa com o objetivo de coletar amostras de um asteroide. O lançamento foi realizado com sucesso a partir do Centro Espacial de Xichang, usando um foguete Longa Marcha 3B.

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA) divulgou a primeira imagem captada pela sonda, que já está operando normalmente a mais de 3 milhões de quilômetros da Terra. O registro, feito por uma câmera de engenharia a bordo, mostra parte da nave e um de seus painéis solares circulares — semelhantes aos usados na missão Lucy, da NASA, que segue rumo aos asteroides troianos de Júpiter desde 2021.

A Tianwen-2 tem como alvo o asteroide 469219 Kamo?oalewa, que orbita a cerca de 16 milhões de quilômetros do nosso planeta. A previsão é que a nave alcance o corpo celeste em julho de 2026 e retorne à Terra com amostras em novembro de 2027.

Mas a missão não termina aí. Usando a gravidade da Terra como impulso, a sonda será redirecionada para o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, onde irá investigar o cometa 311P/PANSTARRS — também conhecido como P/2013 P5.

Este objeto foi flagrado pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA, exibindo um fenômeno inusitado: seis caudas semelhantes a cometas irradiando de seu núcleo, o que chamou a atenção da comunidade científica internacional. A expectativa é que a Tianwen-2 estude esse corpo por cerca de seis anos, aprofundando nosso conhecimento sobre a formação e a atividade de pequenos corpos no Sistema Solar.

Com a missão, a China avança em sua estratégia de se tornar uma potência espacial global, entrando no seleto grupo de países com capacidade de realizar missões complexas de ida e volta a corpos celestes.

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