Amazonas

Cheia no Amazonas afeta mais de 260 mil pessoas em 62 municípios

De acordo com os decretos municipais, dos 62 municípios amazonenses, 28 estão em Situação de Emergência, 29 em Alerta, três em Atenção e dois em normalidade

24 de Maio de 2025

O Governo do Amazonas divulgou, na última sexta-feira (23), novo boletim com dados atualizados sobre a cheia que afeta o estado. Segundo o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, cerca de 65.037 famílias foram impactadas, totalizando aproximadamente 260.135 pessoas diretamente atingidas pela subida dos rios.

As nove calhas hidrográficas do Amazonas continuam em processo de cheia, com picos previstos entre os meses de março e julho. Dos 62 municípios amazonenses, 28 estão em Situação de Emergência, 29 em Alerta, três em Atenção e apenas dois permanecem em estado de normalidade, conforme os decretos municipais.

Como resposta à situação, o Governo do Estado já enviou 250 toneladas em cestas básicas, 600 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável fornecidos pela Cosama e 10 kits purificadores do programa Água Boa. Os municípios beneficiados incluem Manicoré, Apuí, Humaitá, Borba, Boca do Acre e Novo Aripuanã.

Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) distribuiu 72 kits de medicamentos para atender a mais de 35 mil moradores em sete municípios. Entre eles estão Apuí, Boca do Acre, Manicoré, Humaitá, Ipixuna, Guajará e Novo Aripuanã, regiões duramente atingidas pela enchente.

Também em Manicoré, a SES-AM entregou uma nova usina de oxigênio com capacidade de produção de 30 m³ por hora, substituindo a antiga, de apenas 12 m³/h. Em Apuí, foram enviados seis cilindros de oxigênio como reserva, além de medicamentos e insumos para reforçar a assistência hospitalar.

A Operação Cheia 2025 teve início no dia 16 de abril, com o envio de ajuda humanitária à calha do rio Madeira. Humaitá, Manicoré e Apuí, os primeiros municípios a decretarem Situação de Emergência, foram os primeiros a receber 160 toneladas de cestas básicas e 600 caixas d’água.

O monitoramento da situação é realizado de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado, que acompanha os níveis dos rios ao longo do ano. A ação visa antecipar riscos e garantir uma resposta mais eficaz à população afetada.

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