Preço dos alimentos chegou a R$ 732,90 em junho, segundo Dieese e Conab.
O valor da cesta básica em Manaus encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta de 18,13%, a terceira maior variação entre 17 capitais pesquisadas no país. Em junho, o conjunto de alimentos essenciais teve aumento de 0,64% em comparação com maio e passou a custar R$ 732,90 na capital amazonense.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento acompanha mensalmente o comportamento dos preços dos itens que compõem a cesta básica nas capitais brasileiras.
No acumulado de 12 meses até junho, a cesta básica em Manaus subiu 8,54%, percentual acima da inflação de 4,72% registrada no período. Até maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acumulava alta de 3,20%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não havia divulgado o resultado de junho.
Entre maio e junho de 2026, seis dos 12 produtos pesquisados apresentaram aumento nos preços médios em Manaus:
feijão carioca: 18,92%;
farinha de mandioca: 3,88%;
manteiga: 3,30%;
carne bovina de primeira: 1,46%;
óleo de soja: 0,65%;
arroz agulhinha: 0,21%.
No mesmo período, outros seis alimentos tiveram redução no valor médio:
banana: -6,19%;
café em pó: -2,02%;
açúcar cristal: -1,85%;
tomate: -0,59%;
leite integral: -0,52%;
pão francês: -0,48%.
No acumulado dos últimos 12 meses, cinco produtos ficaram mais caros na capital amazonense: feijão carioca, com alta de 44,83%; tomate, 29,53%; carne bovina de primeira, 15,60%; leite integral, 8,75%; e pão francês, 4,03%. Já os itens com queda foram açúcar cristal (-21,29%), banana (-18,39%), arroz agulhinha (-16,84%), café em pó (-9,74%), óleo de soja (-7,45%), manteiga (-3,88%) e farinha de mandioca (-2,60%).
De dezembro de 2025 a junho de 2026, sete alimentos acumularam alta nos preços: tomate (87,12%), feijão carioca (35,48%), farinha de mandioca (17,33%), leite integral (13,30%), carne bovina de primeira (11,73%), pão francês (7,90%) e manteiga (6,69%). No mesmo intervalo, ficaram mais baratos o óleo de soja (-16,94%), o açúcar cristal (-13,82%), o café em pó (-9,49%), a banana (-8,96%) e o arroz agulhinha (-2,47%).
Em junho, um trabalhador de Manaus que recebe salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou cumprir 99 horas e 28 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Em maio, o tempo necessário era de 98 horas e 50 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra da cesta comprometeu 48,88% da renda do trabalhador, acima dos 48,57% registrados em maio e dos 48,09% observados em junho de 2025.
No ranking nacional de junho, São Paulo teve a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47. Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Com base no maior valor apurado e nos gastos previstos pela Constituição para uma família, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 8.110,92, valor equivalente a cinco vezes o piso nacional vigente.