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Cessar-fogo na Faixa de Gaza enfrenta impasses e novas negociações em Israel

O primeiro-ministro israelense destacou avanços nas negociações sobre os reféns, mas não fez menção ao cessar-fogo

16 de Janeiro de 2025
Foto: Divulgação

Após o anúncio de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, pelo menos 71 palestinos morreram e outros 200 ficaram feridos em bombardeios realizados por Israel, segundo autoridades locais. O acordo, mediado pelo Catar, Egito e Estados Unidos, foi intensamente comemorado tanto pela população de Gaza quanto por manifestantes em Israel. No entanto, permanece envolto em políticas mais exigentes.

O Hamas, por meio de seu representante político Izzat al-Rishq, reafirmou nesta quinta-feira (16) o compromisso com o cessar-fogo, mesmo após Israel alegar que o grupo fez exigência de última hora. Segundo a Associated Press, a votação do acordo no gabinete israelense foi suspensa devido à “crise de última hora” atribuída ao Hamas.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que não se reunirá para oficializar o acordo enquanto os mediadores não garantirem que o Hamas aceite todos os elementos propostos. Em nota, o governo israelense também informou que parte de seu gabinete permanece contrária ao cessar-fogo, defendendo a continuidade das operações militares.

Netanyahu declarou que conversou nesta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e com o presidente eleito, Donald Trump, agradecendo o apoio de ambos para a libertação de reféns. O primeiro-ministro israelense destacou avanços nas negociações sobre os reféns, mas não fez menção ao cessar-fogo.

O acordo inicial estabelece seis semanas de trégua, com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. A fase final prevê a discussão sobre um governo alternativo para Gaza e projetos de retirada da região, sem a participação do Hamas.

Apesar dos entraves, o anúncio foi realizado em Gaza, onde a população espera um rompimento dos conflitos e a libertação dos reféns. Em Israel, os manifestantes pressionaram por soluções rápidas que garantissem o retorno dos cativos ainda fechados no poder do Hamas.

O futuro do acordo permanece incerto, com negociações delicadas entre mediadores internacionais, enquanto a tensão cresce nos bastidores do governo israelense e nos territórios palestinos.

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