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CBF enfrenta desafios para definir técnico da seleção: Ancelotti, Jesus ou Abel?

Cada um, no entanto, apresenta obstáculos distintos para assumir o comando da equipe

02 de Maio de 2025
Foto: Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vive mais um capítulo na busca por um novo técnico para a seleção brasileira. Após a queda de Dorival Júnior, três nomes surgem como favoritos: Carlo Ancelotti, Jorge Jesus e Abel Ferreira. Cada um, no entanto, apresenta obstáculos distintos para assumir o comando da equipe.

O nome mais desejado por Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, é o italiano Carlo Ancelotti. Após negociações em 2023 que não avançaram, o técnico renovou com o Real Madrid até 2026. A recente crise vivida pelo clube espanhol reacendeu as conversas, mas o Real dificultou sua liberação.

Apesar do cenário desfavorável, a CBF ainda não desistiu de Ancelotti. A entidade planeja uma nova tentativa de convencimento neste mês de maio, com foco na Data Fifa de junho. O receio do treinador é sair de maneira negativa de um clube onde é idolatrado.

Com Ancelotti distante, Jorge Jesus ganhou força nos bastidores. Após sua saída do Al-Hilal, da Arábia Saudita, o português ficou livre no mercado e se mostrou disposto a aceitar o desafio. No entanto, o técnico se incomodou por ter sido tratado como segunda opção.

A CBF colocou o nome de Jesus em "espera", o que gerou mal-estar. Para contar com o português, a entidade deverá contornar a situação com uma abordagem mais cuidadosa e diplomática, caso queira oficializar o convite.

Abel Ferreira, atualmente no Palmeiras, é o nome que corre por fora. O técnico português admitiu estar aberto a conversas e até citou o lema "Ordem e Progresso", presente na bandeira nacional. No entanto, ele reforçou seu vínculo com o clube paulista.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, mantém boa relação com Ednaldo Rodrigues, mas deseja contar com Abel até o fim de seu mandato, em 2027. A CBF, seguindo o padrão adotado em negociações anteriores, deve conversar primeiro com a dirigente antes de fazer qualquer proposta ao treinador.

Com três opções viáveis, mas todas com entraves consideráveis, a CBF terá que agir com habilidade política e estratégia para definir quem comandará a seleção brasileira nas próximas competições.

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