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Catedral de Notre-Dame reabre após cinco anos do incêndio

A restauração usou alta tecnologia e os trabalhos de reconstrução devem seguir até 2030

05 de Dezembro de 2024
Foto: Imagem da Internet

Após cinco anos de intensos trabalhos de restauração, a Catedral de Notre-Dame, em Paris, será oficialmente reaberta no próximo dia 7 de dezembro. A cerimônia contará com a presença de cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, enquanto o público geral poderá participar de missas a partir do dia 8. Contudo, os visitantes deverão agendar suas visitas, ao menos nos primeiros meses.

A reabertura só foi possível graças ao uso de novas tecnologias, como a modelação 3D, que permitiu estudar a estrutura das abóbadas e reconstruir os arcos danificados pelo incêndio de 15 de abril de 2019. “O projeto ainda não está concluído, mas avançou o suficiente para reabrir a catedral. Contudo, resta trabalhar no exterior, nos contrafortes e na cabine”, explicou Aline Magnien, especialista do Ministério da Cultura francês e diretora do Laboratório de Investigação dos Monumentos Históricos (LRMH).

O orçamento total da restauração é de 700 milhões de euros, e os trabalhos devem continuar até 2030. Entre os próximos passos, destaca-se a restauração da rosácea ocidental e a instalação de medidas avançadas de proteção contra incêndios, como paredes corta-fogo e nebulização.

Desafios e controvérsias

A restauração enfrentou inúmeros desafios, incluindo a desmontagem dos andaimes derretidos pelo incêndio, a contaminação por chumbo e os atrasos provocados pela pandemia de COVID-19. Além disso, debates sobre a substituição de vitrais históricos por versões contemporâneas dividem opiniões. “É comum em igrejas, mas questiona-se a pertinência de desmontar vitrais do século 19 em bom estado, considerando custos e impacto ecológico”, comentou Magnien.

A ministra da Cultura, Rachida Dati, sugeriu cobrar cinco euros por visitante, mas a proposta enfrenta resistência. O arcebispo de Paris, Laurent Ulrich, e outras autoridades religiosas defendem o livre acesso à catedral, um dos monumentos mais visitados da Europa, que deverá atrair 15 milhões de turistas por ano, gerando receita estimada em 75 milhões de euros para a preservação do patrimônio religioso francês.

A restauração de Notre-Dame é uma prova da colaboração entre ciência e patrimônio, envolvendo museus, universidades e o Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS). Apesar de sua reabertura, o monumento gótico de mais de 800 anos segue sendo um símbolo em constante reconstrução.

 

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