Saúde

Casos de síndrome respiratória aumentam no Amazonas, indica boletim da Fiocruz

Alta é puxada pelo rinovírus em crianças e adolescentes de até 14 anos.

26 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação

O Amazonas está entre os oito estados brasileiros que registraram aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (25). O levantamento considera a semana epidemiológica 38, de 14 a 20 de setembro.

O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparação e resposta a eventos de saúde pública.

Segundo o informe, o crescimento de casos no Amazonas está associado principalmente ao rinovírus em crianças e adolescentes de até 14 anos. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também contribuiu para a alta entre bebês de até dois anos, embora já apresente sinais de desaceleração no estado.

O boletim ainda aponta que, em Manaus, a situação está em nível de alerta nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento a longo prazo. A análise reforça a necessidade de atenção das autoridades de saúde para o acompanhamento e prevenção de novos casos.

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgados na última segunda-feira (22), mostram que, de 1º de janeiro a 20 de setembro, foram notificados 4.020 casos de SRAG no estado. Desse total, 1.364 tiveram confirmação para vírus respiratórios.

No mesmo período, foram registradas 58 mortes por vírus respiratórios no Amazonas, distribuídas da seguinte forma: Covid-19 (25), Influenza A (22), rinovírus (5), Vírus Sincicial Respiratório (3), Influenza B (2) e Parainfluenza (1).

O boletim também detalha o perfil etário dos casos nas últimas três semanas, de 31 de agosto a 20 de setembro. Bebês com menos de 1 ano representaram 44% dos registros, seguidos por crianças de 1 a 4 anos (38%) e de 5 a 9 anos (9%). As demais faixas etárias somaram: 10 a 19 anos (4%), 60 anos ou mais (4%) e 40 a 59 anos (3%).

Entre os vírus mais identificados em amostras encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), da FVS-RCP, no mesmo período, estão o rinovírus (51,3%), o Vírus Sincicial Respiratório (37,7%), o adenovírus (12,1%) e o coronavírus SARS-CoV-2 (8,8%). Esses dados reforçam a importância da vigilância contínua e de medidas preventivas, especialmente para crianças e bebês, que são as faixas mais vulneráveis à doença.

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