Justiça

Caso Clísia Lima: acusado é condenado por feminicídio e ocultação de cadáver

Vítima desapareceu em outubro de 2024 e teve o corpo localizado na Represa de Piracaia.

Por: Portal Amz em Pauta
17 de Julho de 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal do Júri condenou Edson Fernando Cardoso a 27 anos e oito meses de prisão pelo feminicídio da amazonense Clísia Lima e pela ocultação do cadáver da vítima. A Procuradoria Especial da Mulher atuou como assistente de acusação e representante da família durante o processo, após ser procurada por Carla Lima, irmã de Clísia, que buscava informações sobre o desaparecimento.

Clísia vivia com o namorado em Extrema, Minas Gerais, e estava sem manter contato com familiares e amigas desde o dia 29 de outubro de 2024. Entre os dias 29 e 30 do mesmo mês, um morador encontrou um corpo na Represa de Piracaia, na região de divisa com Joanópolis, no estado de São Paulo.

A vítima morava anteriormente em Manaus, onde conheceu Edson durante uma viagem de trabalho dele à capital amazonense. O relacionamento começou cerca de dois ou três anos antes do crime. Posteriormente, o casal passou a morar em Fortaleza e, mais tarde, mudou-se para Extrema, onde residiam familiares do acusado.

Segundo informações repassadas à Procuradoria Especial da Mulher, familiares e amigas começaram a perceber mudanças no comportamento de Clísia durante o período em que ela morava em Fortaleza. Pessoas próximas também relatavam atitudes agressivas e controladoras por parte de Edson, que teria o costume de fiscalizar o telefone, as saídas e os contatos da companheira.

Já em Extrema, Clísia teria relatado às amigas mais próximas episódios de violência física e psicológica. Em agosto de 2024, ela chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o namorado por agressão física, mas não prosseguiu com a denúncia após retomar o relacionamento.

Após a prisão do suspeito, o Ministério Público de Piracaia apresentou denúncia por feminicídio, com o uso de meio que dificultou a defesa da vítima, e por ocultação de cadáver. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o réu confessou que ocultou o corpo de Clísia, mas negou ter cometido o homicídio.

Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade do acusado pelos dois crimes. Com a decisão, Edson foi condenado a 27 anos e oito meses de prisão por feminicídio e ocultação de cadáver.

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